Sempre agradeço por ter nascido homem. Tenho alergia a maquiagem. E tendência a ter culote localizado. Mas, mais do que isso tudo, tem uma coisa que me embrulha o estômago violentamente: velhos babões. Aqueles coroas que conseguem ultrapassar toda e qualquer dimensão de mau gosto com cantadas que deixariam Pasolinni enrubescido!
Tenho consciência que esse espaço é dedicado as agruras do homem moderno frente ao temível pussy power e esse tipo de problema não é diretamente direcionado a minha pessoa. Mas é que isso me agride de verdade e queima o filme da classe de uma maneira que não dá pra ficar calado. Sempre tem uma perdigoto que acaba respingando em mim… urgh!
Assim como tem homens que param nos 15 anos, alguns estacionam na crise dos 30. Aquela época em que eles acham que estão perdendo aquele fogo, aquela pauderescência juvenil. Daí ficam jogando uma lábia fuleira em cima de toda moça que cruzar sua reta. A probabilidade de colar é de uma em 1679,34.
Alguns saem disso rapidamente. Acabam sendo adotados por alguma mulher que lhe dá um toquinho. Ou se cansam de tomar toco e sossegam o facho e vão criar gado em Goiânia. Mas outros simplesmente entram numa que realmente estão agradando e aceleram na curva!
O pior é que eles chegam nas meninas, cheios de “tchananan“, disparam aquele torpedo de baba e depois viram pra gente e falam vitoriosos: “Essa tá no papo!” O Ímpeto que eu tenho na hora é o mesmo de um dono de boca de fumo que vê um sujeito assaltar perto de seu ponto e espantar a freguesia: dá vontade de passar o cerol no velho.
Eu vou envelhecer com dignidade. Vou ser um vovô abstêmio, comportado, que vai dar bom dia pro bairro todo. Vou fazer uma vasectomia cerebral e me dedicar a arte de artesanato: construir torres Eiffel com palitos de picolé. Serei um exemplo para os idosos de todo o planeta.


















